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Escalando e Aprendendo PDF Imprimir E-mail
10-Mar-2008

Este artigo aborda estratégias para iniciação e desenvolvimento da chamada “base da pirâmide”, ou seja, a formação dos alicerces para uma evolução gradual das capacidades do escalador.

 

Variedade faz a diferença

teto1.jpgUm dos princípios básicos da aprendizagem motora prega que se deve oferecer ao praticante um rico repertório de movimentos. Na escalada esta variedade pode ser alcançada ao se experimentar diferentes tipos de rocha, vias de diferentes estilos (vias atléticas, técnicas, curtas, longas), diferentes ritmos de progressão e até mesmo uma mudança de ambiente.

Escalar curtindo o silêncio em uma área natural  ou sob um festival de sons e ruídos dentro de uma academia gera diferentes níveis de ativação (ou tensão), que podem influenciar o desempenho de forma positiva ou negativa. O que importa é que a resposta a estes estímulos pode ser treinada. Como muitas áreas de escalada já não proporcionam mais o referido silêncio, torna-se importante saber lidar com diferentes situações para manter um desempenho satisfatório.

Mesmo os escaladores experientes precisam alternar os estímulos aos quais se submetem para não limitar suas capacidades. Um escalador freqüente de vias em calcário pode melhorar muito seu desempenho nas mesmas vias ao passar um período escalando em granito, onde em geral vai desenvolver uma técnica de pé mais refinada, associada à maior resistência que seus dedos vão desenvolver à abrasão.

 

 

Vença o preconceito

high-ball.jpgHá uma tendência geral entre os escaladores de optar por uma ou outra modalidade ou estilo. Salvo argumentos ligados à segurança, já que obviamente uma pessoa não deve se expor a um risco que não está disposta a assumir, vale a pena  experimentar tudo aquilo que estiver acessível.

Escalar em ginásio, trabalhar vias esportivas, escalar vias muito fáceis com equipamento móvel, trekking em montanha, dentre várias outras, são atividades complementares e que podem ser praticadas sem prejuízo à opção principal. Um exemplo marcante está ligado às vantagens que um bom condicionamento aeróbico (desenvolvido principalmente  a partir de atividades de intensidade moderada e longa duração) pode oferecer à recuperação pós-esforço de escaladores de boulder ou esportivas muito exigentes, onde são priorizados os sistemas de produção de energia anaeróbicos. Não se pode deixar de destacar, inclusive, os diferentes benefícios psicológicos que cada uma destas atividades pode oferecer ao praticante.

Boas escaladas sempre!

Fonte: Leandro Reis – Professor de Educação Física, atua profissionalmente na orientação de treinos de escalada desde 2004.

Atualizado em ( 10-Mar-2008 )
 
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